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MAFERSA - M210 - 1995 - VIAÇÃO ANCHIETA
Um pouquinho da História da Mafersa
Fundada em 1944, a Mafersa já deteve um dos maiores complexos industriais de material ferroviário da América Latina. Com três fábricas no Brasil, foi a primeira a produzir carros ferroviários em aço inoxidável, além de rodas, eixos e vagões de carga. Também foi a pioneira na produção de trens para os metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro, tendo ainda, em 1985, se dedicado à construção de trólebus, cuja primeira unidade trafegou nesse ano. O projeto foi uma opção da empresa, especializada em material ferroviário, para fugir da ociosidade, devido à crise da indústria ferroviária.
Em 1987 ela lança o m-210, um ônibus urbano, modelo Padron, que foi apresentado como o primeiro ônibus Diesel totalmente concebido no Brasil. A principal característica do projeto é que todos os seus cálculos foram desenvolvidos dentro da engenharia da Mafersa. Tinha o mesmo design do trólebus, porém com tecnologia diferente, estudada para motor Cummins 6 CTA 3m, com potência de 210 m caixa de câmbio ZF-S-6-90, e com diferencial fabricado pela própria Mafersa, com relação de redução de 1:0,28 ou 1:5,42; Tinha um comprimento total de 12,070 m e lotação para 38 passageiros sentados. O chassi, construído em aço carbono especial, tinha resistência à corrosão seis vezes superior à dos veículos comuns, o que lhe garantia uma vida útil superior a vinte anos. Tinha três portas, degraus a 0,37 m do chão, pega-mãos para a altura do homem brasileiro padrão e sinalização de parada também nas colunas.
Em meados de 1994, a Mafersa apresenta o seu articulado, com motor traseiro sobre chassi M290-A e motor Cummins série C de 290 cv, 17,98 m de comprimento e transmissão automática.
Mafersa em Belo Horizonte e Região Metropolitana
Mesmo tendo uma fábrica aqui pertinho, em Contagem, Belo Horizonte e Região Metropolitana, só pode ter o privilégio de ter essas máquinas depois da proibição da aquisição de ônibus com motorização dianteira, que ocorreu em 1994, uma carroceria robusta, uma suspensão fantástica, motor forte! Marcou época em várias empresas, entre elas à Auto Viação Pioneira, Nova Suíssa, Globo, Sagrada Família, Anchieta, Méier, Euclásio, Emitur, entre outras. Não tenho certeza mas ainda temos um rodando na linha 4034 Novo Bosco / Savassi e de propriedade da V. Euclásio ( se já não foi substituído ).
Sobre a Foto, bem ele é um Mafersa M-210 ano 1995 e pertenceu a Viação Anchieta, empresa que há mais de 40 anos se faz presente na nossa capital.
A linha 4001 A Dom Cabral / Anchieta era e ainda é um importante elo da região noroeste com a Savassi e região em 98 teve seu número alterado para 4111.
Fica ai o meu abraço,
Fiquem com Deus e usem Software Livre!
Referências Bibliográficas:
Ônibus: uma história do transporte coletivo e do desenvolvimento urbano no Brasil
Autor Waldemar Corrêa Stiel
São Paulo: Comdesenho Estúdio e Editora, 2001
Foto: Fernando Henrique G. Souza
23/11/2008 Publicada por Eduardo Henrique
Um pouquinho da História da Mafersa
Fundada em 1944, a Mafersa já deteve um dos maiores complexos industriais de material ferroviário da América Latina. Com três fábricas no Brasil, foi a primeira a produzir carros ferroviários em aço inoxidável, além de rodas, eixos e vagões de carga. Também foi a pioneira na produção de trens para os metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro, tendo ainda, em 1985, se dedicado à construção de trólebus, cuja primeira unidade trafegou nesse ano. O projeto foi uma opção da empresa, especializada em material ferroviário, para fugir da ociosidade, devido à crise da indústria ferroviária.
Em 1987 ela lança o m-210, um ônibus urbano, modelo Padron, que foi apresentado como o primeiro ônibus Diesel totalmente concebido no Brasil. A principal característica do projeto é que todos os seus cálculos foram desenvolvidos dentro da engenharia da Mafersa. Tinha o mesmo design do trólebus, porém com tecnologia diferente, estudada para motor Cummins 6 CTA 3m, com potência de 210 m caixa de câmbio ZF-S-6-90, e com diferencial fabricado pela própria Mafersa, com relação de redução de 1:0,28 ou 1:5,42; Tinha um comprimento total de 12,070 m e lotação para 38 passageiros sentados. O chassi, construído em aço carbono especial, tinha resistência à corrosão seis vezes superior à dos veículos comuns, o que lhe garantia uma vida útil superior a vinte anos. Tinha três portas, degraus a 0,37 m do chão, pega-mãos para a altura do homem brasileiro padrão e sinalização de parada também nas colunas.
Em meados de 1994, a Mafersa apresenta o seu articulado, com motor traseiro sobre chassi M290-A e motor Cummins série C de 290 cv, 17,98 m de comprimento e transmissão automática.
Mafersa em Belo Horizonte e Região Metropolitana
Mesmo tendo uma fábrica aqui pertinho, em Contagem, Belo Horizonte e Região Metropolitana, só pode ter o privilégio de ter essas máquinas depois da proibição da aquisição de ônibus com motorização dianteira, que ocorreu em 1994, uma carroceria robusta, uma suspensão fantástica, motor forte! Marcou época em várias empresas, entre elas à Auto Viação Pioneira, Nova Suíssa, Globo, Sagrada Família, Anchieta, Méier, Euclásio, Emitur, entre outras. Não tenho certeza mas ainda temos um rodando na linha 4034 Novo Bosco / Savassi e de propriedade da V. Euclásio ( se já não foi substituído ).
Sobre a Foto, bem ele é um Mafersa M-210 ano 1995 e pertenceu a Viação Anchieta, empresa que há mais de 40 anos se faz presente na nossa capital.
A linha 4001 A Dom Cabral / Anchieta era e ainda é um importante elo da região noroeste com a Savassi e região em 98 teve seu número alterado para 4111.
Fica ai o meu abraço,
Fiquem com Deus e usem Software Livre!
Referências Bibliográficas:
Ônibus: uma história do transporte coletivo e do desenvolvimento urbano no Brasil
Autor Waldemar Corrêa Stiel
São Paulo: Comdesenho Estúdio e Editora, 2001
Foto: Fernando Henrique G. Souza
23/11/2008 Publicada por Eduardo Henrique
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Grande Eduardo, belo registro deste Mafersa. Na linha 5517 tivemos dois Mafersas da 1ª geração sendo os carros 9346 e 9347 que foram transferidos para a Pioneira e foram para a 5518 sendo os carros E642 e E643 com o colocou o amigo Tiago e posteriormente transferidos para a Brasília. Já o E635 Mafersa de 2ª geração foi filho único na Prioneira e quando foi para Brasília juntou-se a seus irmãos E179, E180, E181 e E182. Esses carros com certeza vão deixar saudades, o barulho de seu motor e como música para nossos ouvidos. Tiago E179 e E182 forma vendidos para o Bailão Sertanejo. É isso ai.
01/12/2008 10:50
Flávio Paiva
yeshuaepaz@yahoo.com.br
http://onibusnews.nafoto.net
Belo Horizonte - MG
aqui no meu bairro tinha 4 mafersas, E635, E642 ,E643 e E644!!! todos eram da Pioneira e foram vendidos juntos com a linha 5518 para a Brasília, é uma pena que já se foram. À pouco tempo, conversando com um funcionáreio da Brasília ele me disse que foram vendidos pra uma empresa de barcos que aproveitaram os motores. Obrigado ao Fábio Henrique pela explicação. Mas, foi a primeira vez da minha vida que vi esse termo para falar sobre piso feito em alumínio. Eu cheguei a andar no veículo citado, o que tinha a divisória atrás do banco do motorista feita do mesmo material do piso. Com relação ao carro 2659 da Viação Euclásio, citado no comentário anterior, era um Comil Svelto. Abraços!!!!
28/11/2008 21:15
Daniel Radtke
danielradtke1978@yahoo.com.br
Belo Horizonte
Que grande atualização e que texto sobre a Marfesa!!! A primeira vez que andei em um foi quando a euclásio assumiu a extinta 8206 Santacruz/Nova Gameleira... além desses de tres portas tinha um em urbanos II e um em uma carroceria que não me recordo o modelo, mas o número do veículo era 2659! Grande atualização mesmo! Bela foto Eduardo! Os Mafersas derão um show por nossas ruas......o último Mafersa que vi foi o da 1151A, da extinta Emitur.
28/11/2008 13:12
Lucas Filipe
lucasglage@hotmail.com
http://fotolog.terra.com.br/expressobhbus
Belo Horizonte/MG
Daniel, piso frita-bife é aquele piso feito em aluminio. Perdão pela minha ignorância, mas, o que vem a ser "piso frita-bife"??? Abraços!!!!
26/11/2008 23:24
Daniel Radtke
danielradtke1978@yahoo.com.br
Belo Horizonte
Ô seu Eduardo, como tu num manda aviso de atualização lá na lista???? Muito massa o Mafersão aí. Quem também teve dele foi a São Bernardo. Esse da foto é do modelo 1995, quando ele sofreu sua primeira e única reestilização. nesse mesmo ano ela lançou um monobloco denominado M-210 S ou "Standart", com 2 portas, piso "frita-bife" e poltronas de fibra com almofadas. Quem teve dele em BH foi a Globo. Um detalhe feio nele era a divisória atrás do banco do motorista no mesmo material do piso. Ironia do destino, dizem que o primeiro monobloco da Mafersa foi desenvolvido pensando no passageiro e fez sucesso. Quando inventaram de fazer um mais despojado pensando no empresário, faliram. Bela foto. Andei pouco nos Mafersa, me lembro do carro C178 da Emitur, rodando na linha 1151A. Bons tempos! Corrigindo: Na Betânia teve também o carro 8326 Ótima postagem Eduardo! Realmente os Marfesas predominavam em BH. Teve chassi Marfesa M-210 em modelos como Urbanus II, Monobloco (Euclásio) e Ciferal GLS (Nova Suissa). A Betânia também chegou a rodar com dois Marfesas na linha 1404. Se não me engano eram dois carros filhos únicos da empresa que tinham os prefixos 6781 e 6782. Abraços! Eduardo, bela foto. Por favor não se esqueça de responder o e-mail. Parabéns pelo blog, que em 2009 você continue a postar essas jóias que rodaram em Belo Horizonte. Andei muito nesses Mafersa na linha 9203-Pompéia / Estoil no tempo em que essa linha era operada pela Viação Sagrada Família e na linha 9206-Vera Cruz / Buritis. Se não me engano a Viação Serra Verde tinha alguns nas linhas 5502 A/B/C.
24/11/2008 14:49
Marcelo Ribeiro
mr-filho@ig.com.br
http://fotolog.terra.com.br/ribeirobus
Lagoa Santa - MG
uma obsservação: O Mafersa da Euclásio já saiu de circulação da empresa mas ele ainda continua rodando com algo escrito sertanejo. Todo o fim de semana me parece ele está na rua da Bahia prox. do Vdt. sta. Tereza Abraços visite fotolog.terra.com.br/horizontebus
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